Vai dizer que já não era Amor…

Vai dizer que já não era Amor…

Vai dizer que já não era amor…

Todas as noites em que contava estrelas enquanto te esperava, sem saber se você sequer existia? Vai dizer que já não era amor todo aquele olhar vazio, sorrindo pro nada.

Imaginando que em algum lugar nesta imensidão de planeta, alguém também sorria sem nem mesmo entender o porquê daquele sorriso bobo no meio do dia?

Vai dizer que já não era amor as notas que colocava naquele velho violão e te cantava. Fechando os olhos, congelando o nariz. Tentando ingenuamente sentir o teu cheiro desconhecido, numa noite fria de junho? Vai dizer que já não era amor quando rabiscava nomes no caderno de escola, sem nem mesmo sonhar qual nome teria?

Ah.. quantas

Carolinas, Letícias, Lucianas, Suzanas, Marias e Marinas eu escrevi!

Sabe, eu sei que é engraçado, meio sonhador, meio poético e às vezes patético imaginar a vida dessa forma. Coisa de maluco mesmo, porque eu sei que as coisas vão acontecendo no dia a dia.

A vida vai se moldando à medida com que tudo vai acontecendo. Eu sei muito bem que nossa vida muda é à partir da chegada das pessoas dentro dela. Porém, você pode até dizer que não era amor antes, mas foi amor depois.

É amor agora, vai ser amor pra sempre.

Então, pode até ser que já não era amor, antes, mas uma coisa ninguém pode negar. O amor nasce dentro da gente quando começamos a esperar lá atrás por alguém que algum dia viria. Sem saber onde, sem saber quando, nem imaginar quem ele seria.

 

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Ricardo Ferraz

Ricardo Ferraz

Casado, pai de dois filhos, observador de pessoas e comportamentos. Apaixonado pela escrita e pela forma como ela nos orienta a pôr pra fora tudo aquilo que incomoda por dentro. Motivos para escrever não me falta, porque amor sempre me sobra.
Ricardo Ferraz