Sabe, às vezes a gente tem que ser foda, o fodão mesmo.

Sabe, às vezes a gente tem que ser foda, o fodão mesmo.

Sabe, às vezes a gente tem que ser foda, o fodão mesmo, pra deixar ir embora aquilo que mais amamos. Pra provar pra nós mesmos e pro mundo que o amor existiu ali. Deixar ir é quase a mesma coisa que dizer que ama, tudo é uma questão de ponto de vista.

Quando ficamos sozinhos ou abandonamos alguém por necessidade de outros projetos, nem sempre é covardia. É ser incorreto ou incapaz de assumir, às vezes é preciso muita coragem para assumir um fracasso.

Nem sempre a vida é como a gente pensa, nem sempre amores que nosso coração escolhe ficam conosco pelo resto da vida. O que guardamos de tudo aquilo é resultado de todo bem que o queremos, a admiração, o respeito, o carinho, independentemente de quão estragado esteja nosso coração.

Manter o equilíbrio de nossas vidas nem sempre é fácil, afinal de contas, como é duro cortar as asas daquilo que nos faz voar. Às vezes, os sinais de amor ficam claros em nossas dificuldades. Ficam expostos naquelas que são julgadas fraquezas por muitos, mas que para nós é a nossa pior e mais árdua batalha.

Desistir não é fácil, nem parece honroso, mas muitas vezes necessário, para que o outro respire. A gente muitas vezes têm de ser foda sim, tem de ser o “cara”. Ninguém vai te socorrer, ninguém vai ver sua luta, mas você vai estar ali, sofrendo, se matando pra matar por dentro.

Um dia, alguém vai te olhar, apontar o dedo e dizer: Tá vendo aquele cara ali? Então, ele é foda, ele desistiu, não por falta de amor, mas por excesso do mesmo.

Recomendamos para você . ...................................................................................................................................................................................................................................................
Ricardo Ferraz

Ricardo Ferraz

Casado, pai de dois filhos, observador de pessoas e comportamentos. Apaixonado pela escrita e pela forma como ela nos orienta a pôr pra fora tudo aquilo que incomoda por dentro. Motivos para escrever não me falta, porque amor sempre me sobra.
Ricardo Ferraz